Muito Horrorshow!
Cinco jovens juntam palavras e relatam momentos de nossas vidas que são assim: Muito Horrorshow!

nofx2
por João Vicente

O NOFX, banda surgida em 1983, marca a cena do chamado punk rock californiano, uma localização geográfica que se tornou identidade musical. Aliás, o que possui algo de questionável, pois ter em comum o estado de origem e a guitarra distorcida, a meu ver, não garante semelhança na música criada – confesso que não sou capaz de enxergar homogeneidade na mesma cena grunge que trouxe, por exemplo, Nirvana e Soundgarden.

É curioso como, mesmo com quase 30 anos de existência e diversos caminhos tomados, é possível identificar o NOFX como participante do mesmo grupo estratégico – termo convenientemente utilizado por Philip Kotler para definir empresas que oferecem os mesmos serviços aos mesmos consumidores – de bandas como Green Day, Samiam e Rancid.

Em 4 de março, quinta-feira última, no Santana Hall, tive a feliz oportunidade de testemunhar a apresentação paulistana da banda, nesta terceira passagem por terras brasileiras, e uma conversa com um grande amigo me fez pensar sobre a cena musical que envolve o NOFX.

Já ouvi bandas e movimentos musicais serem considerados ultrapassados, “tão dez anos atrás”. E entendo que isso de fato aconteça com lançamentos enlatados, produtos culturais fabricados por experts da indústria, que manufaturam artistas como sopas Campbell de Andy Warhol. Porém, acredito que mesmo tais latas tem seu “momento” definido pelo olhar de cada um. Foi no mesmo período em que um garoto andava de skate e pisava em um Vans que ele ouvia NOFX. Porém, o caminho trilhado pela banda e os ouvidos de sua audiência em nada, necessariamente, confluem. Não disse Umberto Eco que “a arte continua no espectador”?

Tal como nos múltiplos personagens de O Lobo da Estepe de Hermann Hesse, há diversos NOFX na mesma apresentação. Há a banda que entoa um sarcástico hino – e, não por isso, menos verdadeiro – a favor das substâncias ilícitas em Drugs Are Good. Canção que foi acompanhada aos berros pela plateia, tal como Eat The Meek. Uma faceta díspar, em que o vocalista Fat Mike é acompanhado por alguns milhares de jovens que esbravejam “por que permanecer em um lugar onde não pertencem”. Um tom ideologicamente libertário; irresistível e esperançoso, convenhamos. E há também a banda que, como diz a letra de My Orphan Year, “é sincera pela primeira vez”, ao rever as últimas ocasiões do mesmo Fat Mike ao lado de seus pais.

Poderia uma banda tão plural, que caminha com tranquilidade da libertação pessoal ao escracho, ser tão simplesmente colocada em um mesmo pacote com as bandas citadas? Ser caracterizada como pertencente a uma determinada década? Com certeza a resposta é positiva. Afinal, as coisas só existem segundo o olhar de quem as vê. Tal como este depoimento. Não passa de um olhar.

* Este texto também foi publicado no blog do Showlivre.com. Acesse clicando aqui


alma2
por João Vicente

Quando se gosta muito de fazer algo, creio ser corriqueiro o questionamento sobre o quão bom se é naquilo. Afinal de contas, se existe uma função de interesse do indivíduo, é justo que se queira ser uma grande expressão do que quer que essa função seja. Entretanto, esse olhar sobre quem se é muitas vezes não vem de dentro. E, quando vem, pode ser embaçado pelas falsas impressões que nossa própria mente traz sobre quem somos e, por que não, o que queremos.

Foi pensando nisso, se queremos sempre o que acreditamos que queremos, que iniciei uma conversa com minha grande amiga Rê Chaveiro, em um daqueles papos que atravessam a madrugada e ignoram momentaneamente a manhã. E vieram ao meu encontro alguns devaneios cujo retrato considerei válido.

Para começar, a questão talvez não seja ser bom, mas ter a sensação de que se está onde deveria se estar. Porque as medidas da qualidade do que se faz sempre vem de outrem, e nossa própria medida mora simplesmente em nossa auto-satisfação, na sensação de dever cumprido. Logo, se a nota dada foi zero ou dez, não faz a menor diferença. Ao menos, em minha modesta e sempre impulsiva opinião.

Pois é exatamente este o ponto que acredito ser essencial: se o que importa é a sensação de estar no lugar onde se deveria estar, então ouvir sua essência, seu chamado natural, é condição básica para que grandes vôos possam ser alçados. E aí questiono se queremos o que de fato achamos que queremos. Pois ouvir sua essência é tarefa difícil. Ou melhor, é tarefa fácil, mas é como fazer uma decisão. Não escreveu a Adriana Falcão que a “indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa”? A gente sempre sabe e nossa essência sempre fala.

Somos afeitos a colocar obstáculos ao que nossa essência diz, pelos mais diversos motivos. Mas creio que, no ritmo do processo natural das coisas, o que precisamos saber nos é revelado. Até onde sei, Rubem Alves tinha planos de ser um pianista, mas sua falta de habilidade com o instrumento frustrou suas expectativas. Felizmente, foi a abdicação do plano que permitiu com que se tornasse um grande escritor. Tom Jobim queria ser um compositor de música erudita, mas acabou se tornando um dos maiores, senão o maior, autor da música popular brasileira. Chico Buarque queria mesmo é jogar futebol, e se tornou quem é hoje, Chico Buarque.

Logo, acredito que nossas essências afloram em seu tempo próprio, “tempo de terra”, como escreveu Drummond. E aí, será a sensação de se estar no lugar onde deveria se estar que ditará o que é certo, o que é bom.


planetajao01
por João Vicente

Este blog que você lê no momento está participando de uma campanha de divulgação do festival de música Planeta Terra e, em sintonia com o propósito musical da iniciativa, veio-me à lembrança o filme de Stephen Frears, Alta Fidelidade. Para quem desconhece, o filme fala de Rob, um dono de uma loja de discos, que tem como passatempo criar top 5’s, ou seja, listas dos cinco melhores: discos para uma segunda-feira de manhã, empregos dos sonhos, músicas para um funeral, e por aí vai. Quando Rob vê seu namoro chegar ao fim, passa a rememorar os cinco piores términos da sua vida e, por meio de reencontros com suas ex-namoradas, tenta entender porque seu destino é ser abandonado. Esta síntese simplória não descreve um centésimo do brilhantismo do filme, que foi baseado no livro de mesmo nome de Nick Hornby. Se você ainda não viu, recomendo ambos com urgência, e isto não é uma brincadeira.

Fato é que eu estava ouvindo (e gostando) de uma música inesperada e, com o passatempo de Rob em mente, passei a imaginar cinco pessoas que, em minha opinião, fazem música de qualidade, porém, surpreendentemente. Em outras palavras, pessoas que você jamais imaginaria que fizessem boas canções, uma vez que aparecem demais na mídia e, convenhamos, é razoável admitir que a vasta maioria dos produtos musicais que brotam nas emissoras de rádio e televisão tem qualidade violentamente questionável. No entanto, esta regra não possui rigidez, felizmente. Assim, munido do mínimo de preconceito que pude reunir, tentei listar os cinco “inesperados” melhores músicos atuais, a meu ver.

Jason Mraz. Ao perceber como o mega hit I’m Yours havia invadido qualquer autofalante presente em qualquer centímetro deste planeta, acredito ser inevitável, para muita gente, criar um rancor furioso contra esta canção. No entanto, algo é inegável. O rapaz canta pra caralho. Além disso, toca melodias simples, mas tem precisão no manuseio do violão e desempenha o papel com habilidade. Sugiro ouvir outras músicas além do mega hit citado, pois este já foi ouvido o suficiente para todo o tempo em que a humanidade durar.

John Mayer. Devo confessar que, diferente de Jason Mraz, a quem nutro algo mais próximo da curiosidade, tenho grande admiração pelo trabalho de John Mayer. Tecnicamente, é um exímio guitarrista e violonista, como fica claro nesta apresentação ao vivo da canção Neon. O músico tem feito parcerias com medalhões como Eric Clapton, B.B. King, Buddy Guy e Herbie Hancock, o que legitima sua competência. Por fim, mesmo suas canções mais pop têm arranjos criativos e executados com maestria.

Jack Johnson. Acredito que o músico havaiano também tenha sido injustiçado pela sua extrema exposição na mídia. Cria-se um preconceito ao mainstream que não permite revelar seus grandes méritos. Suas canções intimistas revelam letras despretensiosas, mas, também, muitas vezes incisivas, tais como Rodeo Clowns. Embora as músicas de alto teor lírico de Jack Johnson também agradem, o universo de suas letras vai muito além, e acho que esta viagem vale a pena.

Robbie Williams. Este item da lista veio um pouco forçado, mas acho que vale a menção. Falando em letras, o ex-Take That têm versos que beiram a superficialidade, mas não se pode negar também um apreço ao insólito. Chama a atenção sua auto-ironia, por exemplo, com sua condição de celebridade. E suas canções são peças pop irrefreáveis, melodias redondas que grudam instantaneamente. No entanto, acredito que este último aspecto seja mérito dos produtores musicais responsáveis, o que poderia substituir o nome de Robbie Williams, nesta lista, por vários outros.

CQC. Não consegui chegar em cinco músicos inesperados e, para não forçar mais ainda a barra, resolvi, por bem, colocar este programa de televisão. A programação da TV (em especial, a aberta) desafia os limites da dignidade humana, com entretenimento vazio e informação duvidosa. O CQC, como qualquer outro programa midiático, possui escolhas ideológicas no posicionamento de suas matérias. Como bem me abriu os olhos o caro Pedro Chameé, há algo de moralista e por demais alinhado ao senso comum – da mídia nacional – no CQC, mas há também espaço para uma boa diversão em sua crítica e, principalmente, em sua sátira. Não sei o que me causa mais espanto: a rara existência de um programa com algum conteúdo e que traga entretenimento, ou algo que possa entreter, embora tenha, por vezes, um discurso ideologicamente questionável.

No fim das contas, há em todos os itens desta lista alguma simplicidade do que é fadado a ser popular, a ser pop. Em minha opinião, isto não causa diminuição na obra, pois ser simples não é, nem de longe, algo pejorativo, mas uma característica intrínseca, um estilo. Os Ramones que o digam.
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Este post foi criado, elaborado e publicado no ritmo do Planeta Terra 2009. Para saber mais é só entrar no balanço e acessar o site oficial do festival clicando aqui. Para mais confusão, crie o seu ônibus e concorra a um camarote Horrorshow só para você e seus amigos durante a noite de shows. Não perca tempo, clique aqui e crie o seu bumba agora.

Muito Horrorshow no Planeta Terra 2009 – Um festival, várias experiências.


mesajao

Participei, na semana passada, ao lado de meu caríssimo amigo Martin e do Centro Acadêmico 4 de Dezembro, da organização de uma palestra que teve como protagonistas Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e Protógenes Queiroz, reunidos para discutir os efeitos da mídia nas crises políticas – com a mediação do grande amigo e professor Ricardo Poli. Quem já leu outros textos de minha autoria no Muito Horrorshow sabe que tenho grande apreço pelo trabalho dos palestrantes e, logo, foi uma honra participar do evento, no sentido mais genuíno e puro que a palavra pode ter.

O auditório, parte do complexo de uma conhecida faculdade paulistana, teve todos os seus assentos tomados, além de um enorme número de pessoas que tentava se acomodar como possível: no chão, nos corredores e em cima de muros. O fato é interessante, pois coloca em questão o estigma do desinteresse político do jovem brasileiro e, principalmente, desafia o senso comum de uma faculdade em que 70% dos estudantes usam como principal fonte de informação a revista Veja, segundo pesquisas realizadas internamente. E este desafio ao senso comum dos alunos se dá pela perspectiva violentamente alternativa com que os palestrantes do evento, em seus ofícios, confrontam os veículos da mídia de massa, como a revista citada.

Diante de tal situação, a reação da platéia não poderia ser melhor e mais inesperada. Os convidados foram ovacionados calorosamente ao logo de suas intervenções, sobretudo quando emitiam opiniões contundentes sobre os “jagunços da mídia nacional”, conforme definição de Mino Carta. Além de considerações a respeito da mídia como ela é, os palestrantes e, em especial, Paulo Henrique Amorim, mostraram como a internet pode ser utilizada como uma opção aos meios de comunicação tradicionais. Protógenes Queiroz elucidou um pouco de seu trabalho nos anos anteriores à prisão de Daniel Dantas, o que me leva a pensar sobre os verdadeiros pensamentos que me deixaram à flor da pele neste evento.

Em primeiro lugar, a intimidade que deposito no título deste texto se dá pela proximidade que, considero, todos devemos ter com estes cidadãos genuinamente brasileiros, que trabalham em favor do interesse público, do bem comum. As três pessoas que estiveram reunidas no episódio que relato trabalham, a meu ver, em prol da denúncia e punição de quem adoece este país e seu povo. Estas pessoas transformam sua indignação em atos sólidos e lutam, sem sombra de dúvida, com as armas que possuem em mãos, e com as armas que criam nos seus próprios termos.

E, de uma maneira tímida, a iniciativa abraçada pelo Centro Acadêmico 4 de Dezembro não deixa de ser, de qualquer modo, uma batalha. Uma tentativa – ao que me parece, bem-sucedida – de mostrar que outro tipo de ideal é possível, como aquele vivido por Protógenes, Mino e Paulo Henrique. Nesta iniciativa, cada pessoa que construiu cada pequeno tijolo, juntos, contribuiu para um ideal mais justo, mais igualitário, mais humano. Novamente, de maneira tímida. Mas inegável. Reunir toda esta vontade e trabalho é algo que desejo para mim e para todos que queiram construir algo como o “mundo melhor” citado por Coppola que, por sua vez, citei na semana passada.

Em comum, ao longo do evento, ao sabor do acaso, todos os palestrantes afirmaram ter fé em seus trabalhos. Embora essencial, embora elementar, acredito que esta fé, este amor pelo que se faz, é um caminho interessantíssimo para se construir algo efetivamente, tal como essas três pessoas o fazem. Ainda mais para construir algo comprometido com a sociedade em que se vive. Nestes dias, é muito bom sonhar. Mas é infinitamente melhor concretizar seus sonhos.


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mecenato
por João Vicente

Outro dia um grande amigo, em um desses bons papos que acontecem na mesa do bar, comentou para mim a respeito de determinado artista que havia se vendido, pois gravou uma música-tema para uma propaganda de cachaça. O artista em questão é Seu Jorge, que criou a canção “Eterna Busca”, até onde sei, para a Sagatiba. Com todo o respeito à perspectiva de meu companheiro, a conversa deu frutos interessantes e achei válido retratar um pouco do diálogo aqui.

Para começar, é de praxe a crítica a quem “se vende à máquina capitalista” porque estrelou alguma propaganda, usou marcas em troca de patrocínio ou, em casos mais extremos, como o de Seu Jorge, criou uma canção exclusivamente para uma marca. Na opinião destes críticos, haveria algo que mais macularia a arte em seu estado puro senão a criação em prol da mera venda de algum produto? Há casos clássicos de diferenças ideológicas a respeito destas questões, como a briga de Jello Biafra com sua ex-banda, o Dead Kennedys, em virtude da refutação do vocalista em permitir que uma música da banda fosse utilizada em um comercial da grife Levi’s. Para quem não está familiarizado, o Dead Kennedys foi uma renomada banda da cena do punk rock californiano dos anos 80, com letras politizadas que caminhavam da sátira à anarquia.

Acredito que exista validade no argumento, pois entendo a perspectiva de que não seria interessante vincular a posição de protesto da banda a uma marca mundial de roupas. No entanto, me pergunto se esta vinculação significaria, necessariamente, uma contradição ideológica à postura da banda. Em outras palavras, questiono se a vinculação de uma banda a uma marca ou até mesmo a criação com fins direcionados a venda de um produto são essencialmente uma afronta à pureza artística.

Cito, por exemplo, o caso recente de Mallu Magalhães. Em uma entrevista a um programa de televisão, a compositora citou a ampliação das possibilidades de produção de um artista por meio do atrelamento de marcas e produtos ao trabalho desenvolvido, em detrimento do contrato com gravadoras. Ou seja, na opinião de Mallu, existe, hoje, a possibilidade de distanciamento do esquema industrial engessado das grandes gravadoras. Como se sabe, o novo expoente da música brasileira associou suas canções a marcas como Vivo e a mencionada Levi’s. Na perspectiva deste que vos escreve, este novo modelo de mecenato abre a possibilidade para que um trabalho artístico verdadeiramente independente seja desenvolvido, pois permite com que o artista decida os rumos de suas criações, longe da vontade dos figurões das grandes gravadoras.

Além disso, vale lembrar que grandes obras da humanidade foram possíveis somente mediante a adoção do regime de mecenato. Por exemplo, a Capela Cistina de Michelângelo foi comissionada por mecenas, além de obras de Leonardo da Vinci, Shakespeare e Camões. Seria possível diminuir os feitos destes artistas, de alguma maneira, pelo mero fato de terem sido encomendadas por reis ou figuras que o valham?

Certamente, se vender para uma gravadora, que induz o artista a criar algo que não corresponde a sua genuína vontade, pode ser algo que corrompe a pureza da arte. Mas utilizar os recursos da alguma empresa para poder bancar suas criações me parece algo plenamente sensato, embora, em um primeiro olhar, pareça ser a “venda” de um artista. Não há dúvida de que no episódio de Seu Jorge a empresa mecenas teve impacto direto na criação. Porém, mesmo neste caso, não sei se o fato da canção ter sido encomendada constitui-se em um demérito para sua qualidade, enfim, musical. Além disso, não cabe a mim julgar se o resto das canções de Seu Jorge são comerciais ou não, mas, sem sombra de dúvida, o patrocínio da marca mencionada abre a possibilidade para que este compositor faça o que bem entender com todo seu trabalho remanescente. Seria como abrir mão de um pouco para poder ganhar muito mais depois. Acredito ser razoável admitir que os Los Hermanos só conseguiram bancar sua arte fortemente autoral após a explosão do hit “Anna Julia”. Assim como Roberta Sá deu as caras na indústria musical por meio do programa de televisão “Fama”, e hoje em dia desponta com uma MPB bem longe da mesmice midiática.

Em uma sabatina do programa Inside the Actor’s Studio, o diretor Francis Ford Coppola foi perguntado se para mudar o mundo era necessário seguir o rio para, depois, tomar a direção contrária. Coppola afirmou: “A resposta é provavelmente ‘sim’, é um equilíbrio delicado e você deve tentar acompanhar. Acompanhar o suficiente para ganhar experiência e algum grau de poder. Porém, você deve tentar então, talvez, manter-se verdadeiro ao que te inspirou em primeiro lugar, para que, uma vez com este poder, possa utilizá-lo de maneiras que nos ajudarão a caminhar em direção a um novo mundo que gostaríamos de construir”. E acaba sua intervenção com um chamado: “Saiam e mudem o mundo com arte!”. Consoante aos ditos de Coppola, creio que o trilhar de qualquer caminho contrário ao senso comum tem como boa companhia a paciência e o equilíbrio.


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