Muito Horrorshow!
Cinco jovens juntam palavras e relatam momentos de nossas vidas que são assim: Muito Horrorshow!

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por João Guilherme Pires

“Olha, a policia me perguntou e eu já disse: pra mim não tinha nada de estranho nos dois não. Eram simpáticos, discretos. De fim de semana, quando fazia sol, estavam sempre na piscina. Não dá pra entender como isso foi acontecer. Fiquei chocada. A Lurdes, do 47, disse que ainda ouviu o barulho do corpo dela lá embaixo. Deus me livre. Vai acabar tendo pesadelo.”

Alzira Mendes, apto. 102, dona de casa.

“Eu tava treinando uns arremessos na quadra, lá atrás, quando ouvi o som do corpo. Sou federado no juvenil do Tietê e depois de amanhã tenho jogo. Então nem dei bola. Mas quando ouvi os gritos, fui pro pátio e vi Dona Marisa, quer dizer, o corpo, todo torto. Fui ver de perto. Não tenho problema com isso não, quero ser médico quando crescer. Cirurgião. Meu tio é e ganha a maior grana. Então, foi aí que eu reparei: ela segurava uma calcinha na mão.”

Omar Minello Malinovski, apto 74, estudante.

“Pessoal andava comentando por aí que ele traía ela. Que tinha amante. Mas ninguém tinha certeza. Ele sempre passava em casa na hora do almoço. Não dá pra saber. Mas que saía sempre de cabelo molhado, saía. Mas pode ser o calor, ué. Uma ducha faz bem pra renovar as idéias, trabalhar melhor. Tira o sono de tarde. Se pudesse eu fazia o mesmo.”

Honório Fonseca Jr. apto 132, consultor de vendas.

“Que desgraça, Pai do céu. Imagina: se jogar assim, sem mais nem menos. Ontem mesmo ainda perguntei: Marisa, tá tudo bem? Sabe quando você acha a pessoa meio esquisita, meio distante. Mas ela falou que sim, era só uma dor de cabeça. Servi um chá de camomila que dizem que acalma. Combinamos até de ir na feira hoje, pra você ver.”

Cláudia Serqueira Alencar, apto 28, aposentada.

“A Neide, que faz a faxina aqui de casa, começou essa semana também lá no 41, onde a Marisa morava. A antiga faxineira pediu as contas e eu indiquei a Neide, que é super confiável, trabalha bem. Aí quarta, ou terça, não sei, ela me disse que encontrou uma calcinha no bolso do paletó do Doutor Nelson. Na maior inocência, contou pra Dona Marisa e perguntou se era pra lavar, deixava lá, o que fazia. Nem pensou duas vezes: cada um com a sua maluquice né. Pois quando Dona Marisa viu e reconheceu, ficou louca.”

Cristina Freire Oliva, apto 121, secretária

“Foi horrível. Parecia um, sei lá, um bloco de concreto, madeira. Um barulho abafado, alto. Corri pra janela e vi. Chamei logo a policia. Nem tive coragem de olhar de novo. Tadinha. Ninguém merece. Você sabe né? Ela foi traída pelo primeiro marido. Armando, Arnaldo, não lembro. A filha é desse casamento. Regula uns 17 anos, por aí. Linda, a garota. Ela e o padrasto se dão muito bem. Devem estar arrasados.”

Lurdes da Silva Penteado, apto 17, costureira.

“Um dia ele me falou que estava passando por uns problemas aí, mas não entrou em detalhes. Mas tava na cara que tinha mulher no meio. Homem, quando tem problema com mulher, fica com um ar estranho. Sempre meio avoado, meio besta. Só não imaginava que era isso. O pessoal vai ficar chocado quando souber dos dois.”

Lucas Conde Filho, apto 26, advogado.

“Foi tudo muito rápido. Até agora não sei direito o que aconteceu. Fico com pena da Camila, filha dela. Namoramos uns 9 meses. A Dona Marisa sempre foi muito legal comigo. Eu tava chegando no prédio e parecia que tinha acabado de acontecer. Passei pelo jardim e vi o Omar gritando, me chamando. Fui lá e vi o corpo. Caraça, nunca vou esquecer. E o Omar que me chamou atenção pra calcinha. Nem falei nada, mas era da Camila. Ela ficava um tesão quando vestia.”

Bruno Souto Vieira, apto 98, estagiário de jornalismo.


2 Antworten

  1. Aninha says:

    Booooom!!!

  2. min says:

    parabéns!
    isso ficaria excelente num curta
    uahauahha

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