Muito Horrorshow!
Cinco jovens juntam palavras e relatam momentos de nossas vidas que são assim: Muito Horrorshow!

havaia
por João Guilherme Pires

Tudo (sic):

“Uma agressão frontal às famílias brasileiras e aos valores Cristãos que deveriam nortear nossas ações, um comercial de sandálias mostra uma vó instigando à neta à promiscuidade e sexo sem compromisso. Nós conhecedores que valores Cristãos não mudam, diante dessa deturpação agressiva , não podemos ficar inertes e deixar sem resposta, é um verdadeiro lixo demoníaco que é jogado em nossos lares. De hoje em diante esta marca de sandálias não entra mais na minha casa e convido a todos cristão a fazer o mesmo boicote. Fiquei me perguntando o por que uma atriz de idade se prestou a este desserviço às nossas famílias, teria sido só pelo dinheiro? Ou realmente ela daria aquele nevasso conselho à uma neta. Não podemos mais deixar a perniciosa mídia destruir valores morais e éticos, nós Cristãos podemos reagir, não podemos mais admitir que a educação de nossos filhos tenha influencias tão avassaladoras e degradantes.”

“Infeliz este comercial, os avós devem passar valores que sirvam para a educação de seus netos e não torná-los vulgares, incentivando-os a ter relacionamentos baseados em sexo. Lamentável!”

“Não poderia deixar de manifestar minha indignação e protesto ao que demais absurdo e nojento adentrou em minha casa, neste dia de hoje, através da tela da tv, ou seja, um comercial: pobre, mesquinho, sem coteúdo e promiscuo. Não acredito que uma marca como “HAVAIANAS” conceituadíssima no mercado, com poder de MARKETING influente e atrativo à um público consumidor influente, possa ter aprovado a exibição de uma baixaria de tamanha falta de criatividade.Tenho pena dos atores, que sobrevivem destas imundísses.Vou protestar mais ainda:NÃO COMPRO MAIS HAVAIANAS.Divulgar e protestar absurdos como este, é o dever de todos que zelam pelo mínimo de moral, que ainda possamos ter.”

“Não bastaria as novelas, os reality-shou, as lucianas gimenes da vida para fazer apologia a promiscuidade, agora vem a havaiana que sempre foi tendenciosa em suas publicidades apelativa e desrrespeitosa com a familia brasileira, com este verdadeiro atentado aos valores morais. Será que o mundo se degradou tanto que até para se vender um produto utilitario e com qqualidade comprovada como havaianas nescessita deste tipo de comercial nocivo à formação dos jovens e adolecentes.”

“eita propaganda ridícula… onde já se viu uma avó incentivar uma putaria dessa.”

“Sempre soube que as Havaianas, como marca, é sinônimo de qualidade. No entanto, estou pasmo com esse comercial da avó incentivando a neta a promiscuidade. Não gostaria que minha sogra aconselhasse minha filha de 13 anos a conseguir sexo fácil e sem compromisso. Antes disso, gostaria que os mais velhos, ensinassem aos adolecentes de forma geral, os verdadeiros valores éticos e morais do sexo baseados nos princípios cristão. Já não basta a imagem que nosso país tem lá fora de uma nação corrupta e que possui um dos maiores índices de prostituição no mundo? Como mudaremos essa imagem lá fora, se não conseguimos transformar nossas ações que incentivam tais práticas internamente? Fica aqui meu protesto a esse comercial hediondo…”

“Sinceramente, alio-me aos demais com relação aos comentários aqui postados. “Eta Brasilsinho bom de passar um talo de fosco como já diria meu pai.” É um pouca vergonha. E as famílias brasileiras? e a moral? e a ética? que campanha exdruxula. Merecemos coisas melhores. Essa foi o cúmulo. E essa senhora nem tem vergonha na cara, uma senhora velha, tá certo, ganhou o dinheirinho dela prá fazer o comercial, mas eu sendo parente me envergonharia total. Registro aqui meu protesto e repito: HAVAIANAS NUNCA MAIS!”

Fiquei um tempo pensando no título desse texto. Não é possível que haja tanta gente azeda no mundo. Ou melhor, no Brasil. Porque em outros países, como Inglaterra ou Argentina, vemos uma publicidade que lida com as coisas do dia-a-dia de forma direta ou provocante. E convenhamos: sexo é rotina. Se você não concorda, tá precisando dar uminha.

Não acha? Oras, vamos começar do começo: todo mundo existe por causa do sexo e é claro que você sabe disso. Deveria ser a coisa mais natural do mundo, quiçá tanto quanto comer, dormir ou ir ao banheiro, coisas que são feitas desde que o homo sapiens é homo sapiens. E assim como banheiros e cozinhas, ambientes projetados para essas atividades primordiais, poderíamos perfeitamente ter o aposento do sexo, com acessórios e móveis criados especificamente para esse fim. Sei lá porque não temos. Taí uma idéia que, assim que dispor de dinheiros suficientes, vou tentar colocar em prática.

Mas voltando ao nosso dia-a-dia. Caceta, sexo está em todos os lugares. Ou é paranóia minha? Por exemplo: Manequins de Vitrine. Por que sempre tão atléticos? Barrigas sequinhas, peitinhos empinadinhos, músculos salientes. Porque não um magricelo, um baixinho ou uma gordinha? Tudo para os clientes acharem que, neles, as roupas vão ficar iguaizinhas e, com isso, terão melhor aproveitamento na sedução do sexo oposto.

Outro: roupas de trabalho. Num ambiente em que todas as relações deveriam ser profissionais, o que está fazendo aquela recepcionista com camisa decotada? Ou aquela advogada com calça social justinha? Se não tivesse sexo na jogada, a moda teria pendido para modelitos totalmente caretas, folgados, confortáveis e práticos. Salto alto não é prático.

E televisão? Essa eu nem precisava mencionar, mas vou. Reforça meu ponto de vista. Reality show só vale se tiver alguém com silicone e muita cena de biquíni. Novela da Globo sempre tem cenas quente. Faustão é um gordo enfeitado por dançarinas gostosinhas. Zorra Total é batata.

Isso sem contar Internet e os milhares de sites de putaria, as festinhas da faculdade, a literatura, o cinema e as demais artes que se valem do tema, e assim por diante.

Somando tudo, trabalho, entretenimento e o caminho entre um e outro, podemos concluir que somos expostos quase o tempo todo ao sexo ou à atributos periféricos.
E não vejo ninguém reclamar disso.

Aí uma velhinha estrela um comercial, fazendo uma piada a respeito de sexo e a negada se revolta? WTF?

E pera lá: desde quando avós são alicerces da moral e da ética? O Berlusconi é avô e vive aprontado. Pelado. Aquela velhinha que passava pó pro Johnny (o do filme), até onde eu sei era avó também. E o Sarney? É avô incontestável e vive de sacanagem com todos os brasileiros. Pouquíssimos reclamam.

Enfim, pra também não me estender demais, apresento já minha resolução para 2010. Estou me empenhando em virar poliglota afim de expandir meu leque de possibilidades de fuga para quando a caretice, a hipocrisia e a “castidade” forem insuportáveis. Afinal, do jeito que as coisas andam, como diz um colega de firma, logo logo o Brasil vai ser um Irã dominado pela Igreja Universal. E neste dia eu estarei longe, num clube de strip, numa praia de nudismo, num coffee shop de Amsterdam…


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guitar2
por Bruno Brandão

Tato é a prova que o Guitar Hero pode formar novos roqueiros. Desde o natal que ele “se deu” de presente o jogo, Tato nunca mais quis saber de outro estilo de música.

Tudo que ele consumia era relacionado aos mais rebeldes e famosos roqueiros. E olha que o Tato era micareteiro de primeira linha. Ele passou a comprar de tudo: dvd’s, biografias, tatuagens, cd’s, roupas e mulheres.

Isso mesmo. Mulheres. Desde que se afundou no mundo do Rock, Tato virou o maior namorado de puta de São Paulo. Depois de uma noite recheada de Guitar Hero, Tato se deliciava com suas moças.

E a cada noite, era uma fantasia diferente:

- Agora me chama de Rockstar.

- O quê?

- Me chama de Rockstar.

- Me ajuda agora a prender os móveis no teto.

- Eu preciso tirar a roupa?

- Depois de me ajudar sim.

- Fala que você deu pro meu segurança antes de chegar aqui!

- Que segurança?

- O meu segurança, fala que você também deu pro meu segurança!

E Tato começou a viver assim. Deixou o cabelo crescer, começou a beber diariamente, a usar drogas e o seu vício pelo Guitar Hero só aumentava.

Só usava roupa de couro, sabia de cor todas as marcas de laquê e praticava atrocidades nas pousadas que ele se hospedava em suas férias. Não era raro virmos cadeiras de praia sendo atiradas pela janela.

Tudo isso fruto do Guitar Hero.

Agora se você me perguntar se o Tato um dia se interessou em tocar guitarra de verdade, eu digo que não. Tato já tinha a sua vida de roqueiro.

E como ele sempre dizia:

- Tocar guitarra de verdade? Não, não, isso é trabalhoso demais.


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